Recentemente Portugal assumiu a presidência da União Europeia. De facto, não poderia ter vindo em melhor altura: o tapete da UE estendeu-se exactamente no momento em que era necessário esconder os resquícios de um mal acabado caso "Independente", e por ventura esquecer que temos um Primeiro Ministro a governar o país que não teve coragem suficiente para se mostrar com um bacharelato. Tal como no tempo dos descobrimentos, as descobertas da Índia e do Brasil e o cheiro da canela e do cacau serviam para disfarçar o mau cheiro intriguista da corte, agora a presidência portuguesa na UE serve para disfarçar o pequenino pormenor da ausência de um presidente da Câmara na capital do país, que por acaso é aquele que está à frente da UE. Bem, outra característica colonial, prende-se com o facto da estratégia política portuguesa na UE ter como grandes prioridade o Brasil e África. Mais uma vez é necessério recorrer ao samba e às mornas para dar alguma vida à nossa actuação política e d...