Sonhei que se abria uma porta, E dentro dessa porta estavas tu. Trazias na mão um flor, De aparência exótica, vermelha, com um doce e cândido perfume de infância, amor e saudade. Tentei agarrar essa flor e guardá-la comigo. Mas era impossível, pois tu e a flor eram um sonho. No dia seguinte regressei ao mesmo lugar onírico, à mesma porta secreta. Estavas lá tu: Irene, uma linda princesa grega, morena num vestido branco de linho. Mas também uma mãe adorável, forte, especial, única e maravilhosa. Busquei a flor por todos os cantos do sonho, mas desta vez tu não a tinhas. E foi nesse momento que descobri que a flor estava afinal comigo, Dentro de mim. A flor és tu e a vida tão bonita e preciosa que me deste. A flor mais preciosa.
Um diário-lugar de ilusão óptica em que a palavra , prosa, crónica ou poesia não escapa à lente do sentimento.