Primo Levi Com esta frase Primo Levi começa um dos capítulo da sua obra “Se isto é um homem”: Não há nenhum recurso estilístico que o poderia exprimir de outra forma. È assim e ponto final. O escritor italiano continua, descrevendo as chuvas e o cheiro a bolor no mês de Novembro em Auschwitz, no ano de 1944. Um relato duro, incisivo e ao mesmo tempo, tão real, tão humano, tão desumano, que não deixa lugar para floreados. O melhor memorial da Segunda Guerra Mundial, provavelmente o melhor do século XX. Levi fala da sua experiência no campo de concentração, e ao invés de se centrar na relação vítima- dominador, descreve a relação de hierarquia que se estabelece entre os próprios condenados. Afinal, morrer amanhã ou levar pancada de um alemão das SS deixa de ser siginficante quando comparado com o peso da fome, o frio e a necessidade de conseguir mais um naco de pão. Uma visão do Holocausto que de tão real ,choca, fere os olhos, provoca náusea. O único momento em que Levi fala em ...
Um diário-lugar de ilusão óptica em que a palavra , prosa, crónica ou poesia não escapa à lente do sentimento.