O primeiro amor nunca se esquece. É bonito, puro, platónico, idealista, irreal e surreal. Feito de exageros, memórias, canções e ultra romantismo. Amores proibidos pela distância. Calados pelo tempo. O primeiro amor são olhos lacrimejantes e sorrisos intensos.É a cumplicidade de um lugar secreto, de uma promessa para a vida toda.Um amor secreto, que queima por dentro. São cartas, palavras-que-nunca-dissemos-a-mais-ninguém, beijos roubados numa despedida apressada.O primeiro amor é o descobrir da vida, o despertar dos sentidos.O primeiro amor é a chama que se conserva como as rosas vermelhas do Walt Disney. Contudo, anos mais tarde, quando voltamos a abrir o baú mágico da nosssa adolescência, descobrimos que essa chama não é mais que cinza. Cinza da menina ou menino que fomos.Porque entretanto, os nossos braços deixaram de ter espaço nos bolsos para crescerem e querem voar, voar, viver a plenitude da liberdade e da paixão, conhecer novas paragens e enfim, dá-se a difícil, cruel e inevit...
Um diário-lugar de ilusão óptica em que a palavra , prosa, crónica ou poesia não escapa à lente do sentimento.