Querida Casa, Vou-me embora. É hora de te deixar. 2016-2025. Quando olho para ti, a despir-te das coisas, dos livros, dos quadros, da roupa, das loiças , dos panos de cozinha, da chaleira vermelha, as gavetas ficam abertas como bocas, e misturam no ar tantas coisas, tantos ecos de risos, tantos solavancos de tristeza, tantos sentimentos e coisas que só tinham nome aqui. E ela chega como a chuva escura do Porto: a minha amiga Nostalgia : A palavra vem do grego nostos ("reencontro") e algos ("dor, sofrimento"). A dor do reencontro. E é muito isso. Aquela sensação do reencontro de uma peça de roupa perdida, que de repente aparece no armário, vinda de 2017 não sabemos bem em que guerras andou e quando aparece traz-nos uma alegria súbita, logo seguida de uma tristeza pesada, de saber que nao regressamos mais ao tempo daquelas calças levis . E isso é a nostalgia. Como uma máquina do tempo que não sai do mesmo sítio mas para onde podemos olhar, um holograma fodid...
Um diário-lugar de ilusão óptica em que a palavra , prosa, crónica ou poesia não escapa à lente do sentimento.
Comentários
Eu vi-o! Era lindo! Foi esta imagem que me levou para essa realidade! De amor...de calor...de sorte...e de morte...
É lindo o por do sol...descendo sobre um mar adormecido....eskecido pela humanidade...É lindo de verdade!
Parabens minha kerida e admiravel prima! Adorei o teu blog! Tem vida a fervilhar nele. Uma vida que nos faz pensar que à pequenas grandes coisas que fazem tudo valer a pena.
Um grande beijo, deste anjo caído...Felicidades ;) ***