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Porto (da minha alma)

Há dias em que não te entendo.
És frio e insensível como a névoa que se abate sobre ti.
E mágico ao mesmo tempo.
És difícil de perceber, fechado e misterioso como um gato.
As tuas ruas estreitas contam-me segredos e murmuram beijos
Que não podemos ver nem tocar.
Tudo em ti é passado, história e amor.
O teu rio tem a cor da sombra e da luz,
Um olhar cinzento, mas doce e belo ao mesmo tempo.
Sobre ti,
A ponte D.Luís estremece como um coração partido.
Nas vielas ouvem-se palavrões para dar graça à tristeza
E transformar pedaços de nada em poesia.
O teu coração é feito de granito: seguro e invicto.
Uma coluna fria que esconde um pulsar infinito.
Quase sempre não te entendo,
Mas é por isso que nunca te esqueço.
Para onde quer que eu vá.

Comentários

João Nuno disse…
Desculpa, mas tinha de dizer o que acho. Tá demais estes versos demais mesmo, demonstra bem o Porto, aquela cidade. Parabéns :)
The New Black disse…
:) giro!

http://newblackis.blogspot.pt/

BJS

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