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Quando te conheci

Ilustração: Celeste Ciafarone ( Direitos Reservados)

Quanto te conheci,
Quis despir-te: entrar no teu olhar, na tua roupa, nas tuas mãos,
Que tocavam uma guitarra.
Falar nas entrelinhas das músicas,
Nos segundos de embaraço entre as palavras.

Fechar o espaço entre o teu rosto e o meu
Explicar-te o que era inexplicável:
Que sentia que já te conhecia,
De um tempo sem tempo.

E que cá dentro fazias-me sentir,
Estranhos adejares de borboleta,
Que me faziam ter medo de cair
E tropeçar de novo na Primavera.

              Porto, Fevereiro de 2019


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