Perguntei ao Google quanto tempo era preciso para esquecer.
Disse-me que o tempo estava ameno no Porto, 28 graus de máxima, 20 de mínima, vento moderado, 18 graus temperatura do mar.
Talvez o tempo de esquecer, seja a sequência de dias que vão passando, os meses que passam ora velozes ora mais devagar, os dias invernosos, a primavera a despontar nos risos das pessoas que deixam de ser tão amargas com a chegada dos dias ao ar livre , e finalmente o verão , a entrar com um sol ardente, a escancarar os as portas com uma luz de cal e a trazer promessas de dias sem fim . Dias que pelo menos contigo não voltam a acontecer.
Talvez o tempo de esquecer sejam as viagens que tenho feito, a sequência de dias de partir, de voar, de entrar no rebuliço de uma estação de comboios, de conhecer novas pessoas, de me esquecer de onde venho e esquecer para onde iria contigo.
Talvez o tempo de esquecer seja a playlist dos spotify a passar enquanto corro e me apercebo que há músicas que vão perdendo graça e outras ganhando nova graça.
Enquanto formulo estas equações, o tempo vai passando e conforme passa, vou-te esquecendo, às vezes parando nalguma rua, nalguma nuvem que lembra que ainda existes algures e tens outra vida, e eu tenho outra vida.
E isso dói, provoca comichões na garganta sem estarmos a contar, mas essa dor é necessária, para continuar a aprender a esquecer-te.
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