Foto: Direitos Reservados
Chegaste finalmente.
I Acto
Pela noite fora, lançamos balões, um misto de ternura rude das gentes do norte com um misticismo oriundo talvez da saudade fatalista que achamos que só no sul existe.No céu azul, as bolas de fogo brilhavam redondas como luas a dançar embriagadas.O vermelho que as incendiava, um prolongamento dos nossos corações cá em baixo a vê-los voar. Nesses balões, todos os nossos pedidos mais genúínos. Nesses pedidos,lá no alto,tu.
II Acto
A peregrinação dos nossos pés cansados de subir as ruas tortas e íngremes da baixa até à ponte que o Eiffeil sonhou um dia, talvez numa bela noite de S.joão. Nunca esperou ele que esta sua construção pudesse um dia ganhar vida. Sim vida, a certa altura a polícia teve mesmo de intervir ao início da D.Luís, para que ninguém mais entrasse. Estava de facto a tremer. As pessoas saíam lívidas da ponte.Depois de cuspir labaredas e levar o povo ao extâse, ei-la ,pequena e doce menina a tremer sobre as próprias lágrimas.
III Acto
A loucura. Os martelos hasteados como armas em defesa de um Porto ferido de alma e coração. Na voz a demência, a libertação das lágrimas sofridas todo este ano. No corpo a saudade, esse lusitano estado de alma que não larga as nossas gentes. No peito, rasgado pela dor da tua ausência, a tua memória. A vontade de recuar no tempo. A vontade de ser o Porto novamente uma cidade protegida dos nobres. A minha vontade de ser livre deste mundo constrangido e viver de novo essa paixão proíbida, só minha e tua.E foi a ver o rio, que te revi novamente, que te beijei de todas formas possíveis com o pensamenteo,que vi o dia nascer sem frio, ou medo de te perder.
Esta é a noite de todos os amores e de todas as dores. Vários historiadores como Hélder Pacheco, escreveram coisas interessantíssimas sobre o S.João. Fica aqui a dica.
Chegaste finalmente.
I Acto
Pela noite fora, lançamos balões, um misto de ternura rude das gentes do norte com um misticismo oriundo talvez da saudade fatalista que achamos que só no sul existe.No céu azul, as bolas de fogo brilhavam redondas como luas a dançar embriagadas.O vermelho que as incendiava, um prolongamento dos nossos corações cá em baixo a vê-los voar. Nesses balões, todos os nossos pedidos mais genúínos. Nesses pedidos,lá no alto,tu.
II Acto
A peregrinação dos nossos pés cansados de subir as ruas tortas e íngremes da baixa até à ponte que o Eiffeil sonhou um dia, talvez numa bela noite de S.joão. Nunca esperou ele que esta sua construção pudesse um dia ganhar vida. Sim vida, a certa altura a polícia teve mesmo de intervir ao início da D.Luís, para que ninguém mais entrasse. Estava de facto a tremer. As pessoas saíam lívidas da ponte.Depois de cuspir labaredas e levar o povo ao extâse, ei-la ,pequena e doce menina a tremer sobre as próprias lágrimas.
III Acto
A loucura. Os martelos hasteados como armas em defesa de um Porto ferido de alma e coração. Na voz a demência, a libertação das lágrimas sofridas todo este ano. No corpo a saudade, esse lusitano estado de alma que não larga as nossas gentes. No peito, rasgado pela dor da tua ausência, a tua memória. A vontade de recuar no tempo. A vontade de ser o Porto novamente uma cidade protegida dos nobres. A minha vontade de ser livre deste mundo constrangido e viver de novo essa paixão proíbida, só minha e tua.E foi a ver o rio, que te revi novamente, que te beijei de todas formas possíveis com o pensamenteo,que vi o dia nascer sem frio, ou medo de te perder.
Esta é a noite de todos os amores e de todas as dores. Vários historiadores como Hélder Pacheco, escreveram coisas interessantíssimas sobre o S.João. Fica aqui a dica.
Comentários
Adorava ter ido até aí experiementar o S. João... De verdade. E irei... na próxima oportunidade. Já ouvi a descrição da rute e ambas me convenceram... já faltam menos de 365 dias :)